Comércio sustenta crescimento, mas serviços seguem em terreno negativo.
Mantém desempenho favorável, com alta de 4,0% no acumulado de 12 meses até julho e crescimento de 3,5% frente ao mesmo mês de 2025. Em contraste, o volume de serviços acumula queda de 1,5% em 12 meses, apesar do avanço de 0,7% na margem. O quadro revela uma recuperação desigual da atividade, com maior sustentação do consumo de bens do que da prestação de serviços.
Turismo aprofunda retração e permanece como ponto de atenção da atividade.
O volume das atividades turísticas no Ceará acumulou queda de 2,5% em 12 meses até julho, após registrar crescimento de 7,0% em fevereiro. Na comparação interanual, a retração chegou a 13,7%, enquanto, na margem, houve nova queda de 1,8%. A sequência de resultados negativos indica perda relevante de dinamismo do segmento e reforça a necessidade de acompanhar a evolução da demanda nos próximos meses.
Inflação volta a acelerar, com pressões distintas entre os grupos de consumo.
Após a deflação de agosto, o IPCA-15 da RM Fortaleza voltou ao campo positivo em setembro, com alta de 0,72%, ligeiramente acima do resultado nacional. No acumulado de 12 meses do IPCA, as maiores variações estão concentradas em Educação, Transportes, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais, enquanto Alimentação e bebidas voltou a ganhar força. O movimento recomenda atenção à recomposição das pressões inflacionárias e aos seus efeitos sobre o orçamento das famílias.

