Inflação perde força, mas juros e atividade ainda exigem cautela.
A desaceleração dos preços e a redução da Selic para 14% melhoram gradualmente o ambiente econômico. No Ceará, porém, a atividade segue heterogênea: o comércio demonstra maior resiliência, enquanto serviços perdem dinamismo e o turismo apresenta retração mais acentuada. O cenário ainda recomenda cautela nas decisões de investimento e atenção à recuperação da demanda.
Endividamento elevado mantém pressão sobre a capacidade de consumo das famílias.
O endividamento das famílias permanece próximo de 50% da renda acumulada em 12 meses, enquanto cerca de 29% da renda mensal está comprometida com o pagamento de dívidas. Esse quadro indica que parcela relevante do orçamento familiar continua direcionada a obrigações financeiras, limitando a expansão do consumo.
Juros e endividamento ainda limitam a demanda.
Mesmo com a redução da Selic para 14%, os juros permanecem elevados e, combinados ao alto endividamento das famílias, restringem o consumo e o crédito. Nesse ambiente, o comércio mantém resiliência, com crescimento de 3,8% em 12 meses, enquanto os serviços perderam dinamismo e acumulam queda de 1,5%, reforçando um cenário que ainda exige cautela nas decisões empresariais.

